VentureEU: Como pode beneficiar do novo fundo de €2.1 mil milhões

A Comissão Europeia e o Fundo Europeu de Investimento lançaram um programa de capital de risco para investimento em inovação e expansão de start-ups, com vista a 2.1 mil milhões de euros.

Apelidado de VentureEU, o sistema de financiamento vai procurar auxiliar as empresas mais inovadoras na expansão das suas operações para um nível global, através de novas fontes de capital de risco.

Considerados vitais mas subdesenvolvidos na Europa, onde em 2016 foram investidos cerca de 6.5 mil milhões de euros, os fundos de capital de risco chegaram a cerca de 40 mil milhões nos Estados Unidos da América — seis vezes mais.

Ainda que a Europa seja um amplo e completo ecossistema de talento e capacidade, as histórias de sucesso com o capital de risco têm sido tímidas. Uma vez que o acesso ao investimento dita as tendências possíveis de serem traçadas, este projeto preocupou-se em renovar os seus objetivos a médio-prazo. Carlos Moedas, comissário de Investigação, Ciência e Inovação, destacou a importância do VentureEU para tornar a Europa num pólo industrial e económico robusto, ao permitir que as pequenas e médias empresas encontrem no mercado interno o investimento que antes só encontrariam fora.

Com o novo programa, estima-se que 1500 empresas europeias (start-ups e scale-ups) sejam atingidas pelo novo apoio tornando-as líderes em cada um dos seus setores e perfazendo uma estimativa de 6.5 mil milhões de euros em investimentos totais, ou seja, dobrando o capital até agora disponível na Europa.

1. O que é o Venture Capital ou Capital de Risco?

De forma simples, o capital de risco, português para Venture Capital, é a designação de investimento feito em projetos empresariais com potencial de expansão. Ainda que as propostas possam espelhar uma substancial quantidade de risco associado, a possibilidade de pay-off acima da média atrai os investidores, normalmente individuais ou instituições especializadas.

2. O que é o Venture EU e como funciona?

O VentureEU é um fundo de fundos, isto é, um fundo que investe noutros fundos, e o seu objetivo principal é utilizar dinheiro público para atrair o máximo potencial de investimento privado atualmente não direcionado para as empresas europeias. Os fundos de fundos (i.e. funds of funds), são então intermediários que canalizam investimentos de grandes grupos financeiros para fundos de investimentos mais pequenos. Desta forma, o VentureEU espera atingir um valor de 2.1 mil milhões de euros internacionalmente e catapultar pequenas e médias empresas da Europa durante períodos mais longos.

A Comissão Europeia e o Fundo Europeu de Investimento comprometeram-se em tornar os seis fundos que compõem o VentureEU o mais atrativos possível para investidores independentes e institucionais, assegurando que 50% do capital será derivado dos mesmos. Assim, composto por múltiplos tipos de fundos supervisionados pela Comissão e pelo FEI, cada um estará designado no mínimo a quatro países, em setores como tecnologia, ciências sociais, tecnologias médicas e energia.

3. Como posso candidatar-me?

Se tem dúvidas sobre se o perfil do seu projeto ou empresa se enquadra neste programa, pode recorrer a um check-up gratuito com a START-PME. A candidatura passa pelo contacto direto aos fundos designados que assinaram protocolo com o Fundo Europeu de Investimento. Para já, apenas os gestores da Isomer Capital e Axon Partners Group poderão prestar informações sobre o processo, uma vez que só mais tarde durante 2018, o resto fundos (Aberdeen Standard Investment, LGT, Lombard Odier Asset Management and Schroder Adveq) terão pronto o seu enquadramento legal com o FEI.

O fundo pan-europeu vai projetar um financiamento inicial de 410 milhões de euros, ao qual serão agregados o financiamento público e privado no futuro, atingindo então os 2.1 mil milhões de euros. Espera-se que os primeiros resultados deste sistema tenham lugar em 2019, uma vez que todos os acordos necessários já estejam estabelecidos.

2018-04-12T15:48:46+00:00 Abril 12, 2018|Fundos Estruturais, Gestão Empresarial, Start-ups|0 comentários

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